A noite parece querer me machucar;
Ela trás à tona tudo que deveria ter ido embora pra sempre.
lágrimas têm manchado minhas noites, e eu não entendo.
deus, eu não entendo.
sentar, chorar, deitar, chorar, tomar um banho e voltar a chorar... Minhas noites tem se resumido a isso.
DEUS, EU NÃO ENTENDO.
nem quero entender,só quero que pare.
Só me resta isso, uma porcaria de um blog. vê se pode?
porque nem amigos, nem amores, nem familia... ninguém aqui pra entender ou fazer de conta que entende.
Essa é a melhor hora pra eu me largar. Desapego, desmazelo, cansaço. tanto faz.
Apenas sair, me largar.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Fsisicamente, sou um acidente banal que o UNIVERSO sofreu e sofre.
vivi dezenas de trezentos-e-sessenta-e-cinco-dias
e nesse meio tempo
desloquei-me.
enquanto ser, embora de natureza acidental, parte do que faço é meticulosamente premeditado.
acho que tudo o que falo é pouco sobre mim
que tudo que disserto fala um pouco sobre mim
inclusive e principalmente aquilo que não falo. preste atenção
(em tudo que não falo)!
importante mesmo, acredito, é aquilo que não sei pôr. por causa disso, acho tanto.
sei que faço parte de um processo
onde acidentes continuam acontecendo, acontecendo e acontecendo...
indefinidamente.
sobre mim, e o meu ponto de vista particular?
disse o que disse, e o que disse
soou como sou
irrelevante?
só então
contento-me.
sábado, 7 de maio de 2011
Rejazz
Pensei que ia chorar por você pra sempre.
Mas eu não pude, então não chorei.
E os filhos das pessoas morrem e nem elas choram pra sempre.
Até pensei que iria ver sua face na minha mente o tempo todo,
Mas agora eu nem me lembro como eram as suas orelhas.
O relógio continua a tocar meia-noite e meio-dia.
O Sol continua a nascer e a Lua também.
Os pássaros ainda migram pro Sul e as pessoas se mudam
Pensei que as montanhas iam se desintegrarem
E os rios iam mudar de direção
Mas eu pensei tudo errado e o mundo não acabou
Acho que os mapas vão simplesmente continuarem os mesmos por um tempo.
Nem sequer precisei de terapia pra reabilitar meu sorriso.
Spektor.
Mas eu não pude, então não chorei.
E os filhos das pessoas morrem e nem elas choram pra sempre.
Até pensei que iria ver sua face na minha mente o tempo todo,
Mas agora eu nem me lembro como eram as suas orelhas.
O relógio continua a tocar meia-noite e meio-dia.
O Sol continua a nascer e a Lua também.
Os pássaros ainda migram pro Sul e as pessoas se mudam
Pensei que as montanhas iam se desintegrarem
E os rios iam mudar de direção
Mas eu pensei tudo errado e o mundo não acabou
Acho que os mapas vão simplesmente continuarem os mesmos por um tempo.
Nem sequer precisei de terapia pra reabilitar meu sorriso.
Spektor.
domingo, 17 de abril de 2011
we could close the curtains pretend like there's no world
...
Then we could pretend it all the time
...
jack johnson
Then we could pretend it all the time
...
jack johnson
sábado, 16 de abril de 2011
e se você não se importa, eu REALMENTE quero que tudo isso vá pelos ares
É nessas horas eu queria muito acreditar em algum deus... só pra poder culpá-lo por toda essa desgraça
Por que eu já não aguento mais levar a culpa de tudo, levar essa fardo pra frente...
Tento mudar, tento seguir em frente. Mas por mais que eu tente, e tente de novo, e mais uma vez...
BUM!
Por que eu já não aguento mais levar a culpa de tudo, levar essa fardo pra frente...
Tento mudar, tento seguir em frente. Mas por mais que eu tente, e tente de novo, e mais uma vez...
BUM!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
devolva meus pedaços quebrados
Apenas devolva-os para mim, por favor.
quero apenas ficar com meus pedaços quebrados.
meu sorriso talvez atrapalhe sua percepção.
agora, abra-me e então você verá
que sou uma galeria de corações partidos.
não foi a primeira vez.
nem a segunda.
mas foi a última.
agora eu só quero ficar bem.
quero apenas ficar com meus pedaços quebrados.
meu sorriso talvez atrapalhe sua percepção.
agora, abra-me e então você verá
que sou uma galeria de corações partidos.
não foi a primeira vez.
nem a segunda.
mas foi a última.
agora eu só quero ficar bem.
sábado, 9 de abril de 2011
É aula vaga na escola. Procuro no momento algo para fazer que seja, ao mesmo tempo, bacana e permitido. Sobraram-me, então, as letras. jack kerouac, ou melhor, o livro que ele escreveu já me forneceu a cota diária de bem-estar. Parto, então, para o mundo das criações. Sinto cheiro de crônica no ar...
Mas, mesmo em meio às coisas cronicáveis do dia a dia, nenhuma delas pôde cair no funil do lápis - sim, ainda uso o instrumento de madeira. talvez a hora não seja própria, é o que a gritaria inerente a uma sala de ensino médio insiste em tentar provar.
Teimosa, ainda não desisto. E nesse quê, quando alguma idéia começa a se encher na mente, recebe logo as alfinetadas dos gritos histéricos de alguns, que tomam minha atenção, pois rapidamente me viro para ver se é algo grave, se há algum coordenador ou militar à vista, se os céus estão caindo ou algo do gênero, mas sou novamente lembrada que são apenas gritos inerentes a uma sala de ensino médio... - nada mais -, com os quais já deveria ter me acostumado, ainda que seus porquês não merecessem tanto.
Faço, então, uma pequena prece ao superior:
- Olhai por essa filha tua, que tem as idéias e os papéis. Dá-lhe, por misericórdia, o que falta no momento: a bênção da sublime concentração...
E... Surpresa! A Professora irrompe na sala de aula. seu olhar de espanto e repreensão mostra que não fui a única a não poder fazer algo prazeroso. seria a nobre senhora também uma cronista em apuros?
E começa o sermão. Depois de levar meia dúzia de bordoadas verbais, a classe volta magicamente à calmaria dos dias em que todos eram estranhos uns aos outros.
E as idéias voltam a tomar corpo. ainda que me sinta culpada pelo esbregue matinal que o grupo em questão levou, agradeço, silenciosamente, por aquela visita ilustre. ao menos no pensamento, enfim a sós com as idéias. à crônica!
Mas, mesmo em meio às coisas cronicáveis do dia a dia, nenhuma delas pôde cair no funil do lápis - sim, ainda uso o instrumento de madeira. talvez a hora não seja própria, é o que a gritaria inerente a uma sala de ensino médio insiste em tentar provar.
Teimosa, ainda não desisto. E nesse quê, quando alguma idéia começa a se encher na mente, recebe logo as alfinetadas dos gritos histéricos de alguns, que tomam minha atenção, pois rapidamente me viro para ver se é algo grave, se há algum coordenador ou militar à vista, se os céus estão caindo ou algo do gênero, mas sou novamente lembrada que são apenas gritos inerentes a uma sala de ensino médio... - nada mais -, com os quais já deveria ter me acostumado, ainda que seus porquês não merecessem tanto.
Faço, então, uma pequena prece ao superior:
- Olhai por essa filha tua, que tem as idéias e os papéis. Dá-lhe, por misericórdia, o que falta no momento: a bênção da sublime concentração...
E... Surpresa! A Professora irrompe na sala de aula. seu olhar de espanto e repreensão mostra que não fui a única a não poder fazer algo prazeroso. seria a nobre senhora também uma cronista em apuros?
E começa o sermão. Depois de levar meia dúzia de bordoadas verbais, a classe volta magicamente à calmaria dos dias em que todos eram estranhos uns aos outros.
E as idéias voltam a tomar corpo. ainda que me sinta culpada pelo esbregue matinal que o grupo em questão levou, agradeço, silenciosamente, por aquela visita ilustre. ao menos no pensamento, enfim a sós com as idéias. à crônica!
sábado, 2 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Eu quero
preciso
essa folga do velho eu
férias de tudo que me compõe
De tudo que eu quero
do que não tenho
do que tenho em excesso
do que me cansa
amigos, rotina, casa e mesa.
eu queria espiar com meus olhos uma realidade alheia. Mas não só com os olhos - porque aí seria um filme. Mas experimentar com os outros sentidos todos a realidade de estar dentro de outra pessoa. Outro corpo. Outra estória. Outra memória. Outra família. Outros problemas, sorrisos, abraços; outras veias, outro sexo, outras mentiras até.
Se retivesse a memória do outro, e me reencontrasse, seria com alívio? Saudade? De quem?
preciso
essa folga do velho eu
férias de tudo que me compõe
De tudo que eu quero
do que não tenho
do que tenho em excesso
do que me cansa
amigos, rotina, casa e mesa.
eu queria espiar com meus olhos uma realidade alheia. Mas não só com os olhos - porque aí seria um filme. Mas experimentar com os outros sentidos todos a realidade de estar dentro de outra pessoa. Outro corpo. Outra estória. Outra memória. Outra família. Outros problemas, sorrisos, abraços; outras veias, outro sexo, outras mentiras até.
Se retivesse a memória do outro, e me reencontrasse, seria com alívio? Saudade? De quem?
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Penso que ser humano é desprovido totalmente de qualquer tipo de escolha. Tudo nele acontece involuntariamente. Vive eternamente num profundo e delicioso sono, mas se imagina acordado, consciente. Nada é mais falso do que atribuir ao homem escolha, livre arbítrio, poder de fazer e outras baboseiras do tipo.
Prefácio de desculpas
Quero aproveitar o momento e pedir desculpas para todas as formigas do mundo que joguei cola para experiências científicas, às pessoas que nutri rancor, por conhecer os poucos amigos que tenho a menos de três meses, por não gostar muito de pessoas.. devo desculpas, também, aos besouros que queimei com o auxilio de uma lupa, por, em algumas ocasiões, ter destruído tudo que há de bom e humano nos outros, por ter provocado lágrimas, pelo meu cinismo, pelo meu mau humor, por não saber alegrar as pessoas que amo em momentos tristes, por não gostar de lugares cheios onde não se ouve a própria voz e por ter pensado em dominar o universo...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
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